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O coworking também está a ganhar terreno na indústria hoteleira

Publicado em 09 Maio 2019
Na era da economia colaborativa, da flexibilidade e do nomadismo, o coworking está a emergir como uma das respostas a estas necessidades em transformação.

O coworking implica arrendar um espaço partilhado de escritório, seja de forma pontual ou com pagamento em mensalidades. A ideia é partilhar um escritório e, acima de tudo, utilizar este escritório apenas quando necessário. O que também agrada aos coworkers é trabalhar num ambiente colaborativo – um conceito inteiramente adequado ao sinal dos tempos. A tendência diz sobretudo respeito aos trabalhadores/as independentes (freelancers) e a membros de start-ups (startuppers) – além de ganharem flexibilidade nos custos no local de trabalho, estes/as trabalhadores/as procuram mergulhar numa atmosfera inovadora e competitiva. Procuram também trabalhar em rede, estimular a criatividade e até mesmo impulsionar a sua atividade. Estes/as trabalhadores/as "sem escritório" estão a ser progressivamente conhecidos como ”Trabalhadores/as Livres" ou “FreeWorkers”.
 
Em resposta a esta tendência, espaços de coworking estão a surgir em quase todos os lugares das grandes cidades, e o fenómeno também se expandiu ao setor hoteleiro.

Coworking em hotéis – que serviços estão a ser oferecidos?

Vejamos primeiro o que os hotéis estão a oferecer em termos de serviços de coworking. Em termos gerais, os hotéis oferecem um espaço mais ou menos formal dedicado ao trabalho, onde estão disponíveis impressoras, ligação wi-fi eficiente, bebidas quentes, água, produtos de pastelaria, snacks, entre outros, em troca de uma tarifa horária, de meio dia ou de dia inteiro. Outros hotéis optam por cobrar apenas por bebidas e snacks. No entanto, os fundamentos permanecem os mesmos – além da ligação wi-fi de alta velocidade, deve haver um número suficiente de tomadas e até mesmo carregadores de telemóveis.

O coworking em hotéis dá resposta a uma nova necessidade e a uma nova forma de satisfazer os hóspedes, mas, na verdade, vai além disso – os hotéis também podem considerar o coworking como um meio de ganharem dinheiro com espaços pouco explorados ou não utilizados. O custo do investimento não é particularmente grande, uma vez que os hotéis já estão, normalmente, equipados com os elementos necessários – Wi-Fi, cadeiras, mesas, etc. Além disso, já há uma equipa no local para supervisionar o serviço. Os hotéis podem, deste modo, otimizar a sua área por metro quadrado e, em alguns edifícios, é o lobby que desempenha este papel. Noutros, transforma-se a área de pequenos-almoços num espaço de trabalho assim que termina o serviço de pequeno-almoço e respetiva limpeza. O termo "uso diário" assume aqui todo o seu significado, pois, ao oferecerem espaços de coworking, os hotéis podem tirar partido de áreas que são pouco utilizadas em determinados momentos do dia. As áreas de coworking em hotéis encontram-se em locais propícios para tal – por exemplo, na proximidade de estações, aeroportos ou zonas comerciais. Enquanto esperam por um comboio, entre duas reuniões, os/as viajantes podem agora maximizar o seu tempo a trabalhar num espaço funcional, tirando assim o máximo partido das suas viagens de negócios.


As áreas de coworking em hotéis encontram-se em locais propícios para tal – por exemplo, na proximidade de estações, aeroportos ou zonas comerciais. Enquanto esperam por um comboio, entre duas reuniões, os/as viajantes podem agora maximizar o seu tempo a trabalhar num espaço funcional, tirando assim o máximo partido das suas viagens de negócios.

Um conceito revolucionário?

Acontece que o conceito não é assim tão inovador. Qual foi o hóspede que, em viagens de negócios, ainda não se sentou no lobby de um hotel ou bar para trabalhar? E qual o hóspede que não preferiu trabalhar no lobby ou no bar, que são espaços mais animados, em vez de se fecharem no quarto, por mais bonita que seja a decoração? As áreas de coworking são simplesmente mais bem adaptadas, mais funcionais e, sobretudo, mais bem publicitadas. O mercado tende mesmo a estruturar-se em torno de plataformas dedicadas, como o AirOffice ou a secção de negócios do Dayuse.com.
 
Por isso, faz muito sentido que os hotéis ofereçam este tipo de serviço – a maioria das instalações e serviços necessários já estão disponíveis, tal como os/as funcionários/as. E o segmento empresarial é aquele que a maioria dos hoteleiros conhece bem. Os profissionais do setor estão a envolver-se de forma mais ou menos estruturada e estão a surgir conceitos orientados exclusivamente para a área empresarial – por exemplo, conceitos como o Hôtel BOB (Business on Board) em Paris, desenvolvido pela Elegancia Hotels. Com o seu próprio conceito, este hotel vai ainda mais longe, oferecendo uma gama de espaços de trabalho, incluindo o lobby, pátio ou salas de reuniões mais tradicionais. De facto, já pensaram em tudo – se os clientes precisarem de mais privacidade, podem utilizar as pequenos espaços criados especialmente para o efeito.

O Hotel C.O.Q no 13º distrito de Paris também está posicionado neste nicho - uma vez terminado o café da manhã, as placas são trocadas por laptops. Os grupos hoteleiros também estão entrando no ato. No AccorHotels, o conceito Easywork está sendo implantado nos hotéis Mercure e Novotel. O MOB Hotel em Saint-Ouen oferece um espaço dedicado ao coworking, baptizado "Kolkhozita", reservado a certos profissionais. A Oceania também está ativa, com a sua marca Nomad, que oferece um amplo espaço funcional adaptado às diferentes necessidades dos seus hóspedes, nomeadamente ao trabalho. O Moxy oferece aos hóspedes um vasto espaço multiusos e a Sociedade M (Citizen M) disponibiliza espaços de trabalho que fomentam a colaboração e a criatividade. E estes são apenas alguns exemplos.

ENTÃO O QUE É QUE O COWORKING OFERECE AOS/ÀS UTILIZADORES/AS?

Para além das noções de “liberdade” e “flexibilidade”, os/as utilizadores/as podem gostar de trabalhar num ambiente agradável e podem até tirar partido das instalações do hotel (spa, fitness). Alguns até veem o coworking como um meio de transmitir uma imagem mais aliciante, organizando reuniões de clientes num ambiente menos formal do que a tradicional sala de seminários, por exemplo, e num ambiente que pode estar mais em consonância com a sua área de atividade. Os utilizadores podem também selecionar o seu local de trabalho de acordo com a imagem que pretendem projetar.
 
A única desvantagem do coworking para o hotel acontece quando os/as utilizadores/as se começam a sentir demasiado em casa – tendem a ocupar demasiado espaço, em detrimento dos hóspedes tradicionais do hotel. O reverso deste sucesso implica, portanto, ter de antecipar como devem ser geridos os potenciais conflitos de utilização entre os vários segmentos de clientes.
 
A indústria hoteleira – que combina imóveis e serviços – está legitimamente a crescer no setor de coworking, com alguns intervenientes a ir ainda mais longe. A AccorHotels e a Bouygues Immobilier, por exemplo, formaram uma parceria em torno da Nextdoor, originalmente criada pela Bouygues. O conceito é simples: arrendar espaço de trabalho coworking por dia ou por mais tempo. A ideia subjacente à parceria entre estes dois nomes maiores da indústria é acelerar o desenvolvimento do conceito, aproveitando a experiência de cada um. Independentemente dos seus hotéis, o Mama Shelter também está a desenvolver o Mama Works (arredamento de escritórios) no mesmo espírito que o Mama Shelter.
 
Estes novos serviços destacam o dinamismo que se observa atualmente nalguns segmentos da indústria hoteleira, indústria esta que se está a reinventar ao ouvir os seus clientes, e que se está a afastar do modelo tradicional para oferecer ainda mais aos seus clientes. Quando surgirá a próxima ideia para melhorar a oferta de serviços hoteleiros?

Amélie Lapi – Consultora Sénior – Hotelaria, In Extenso TCH
Amélie Lapi entrou na In Extenso TCH em 2006. Depois de concluir a sua formação na escola de hotelaria, colocou logo o seu foco em assessoria hoteleira, prestando aconselhamento em questões de desenvolvimento em hotelaria. Além disso, Amélie também realiza estudos de mercado e de viabilidade que abrangem infraestruturas empresariais e de lazer, trabalhando para o sector público e privado em França e no estrangeiro (Marrocos, Rússia). Amélie tem um Mestrado em Gestão pela Ecole de Savignac.
 
Website : www.inextenso-tch.com

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